Melhorar o padrão de vida, realizar o sonho de comprar um determinado carro, viajar para outros países ou simplesmente garantir um futuro confortável. Esses são alguns dos motivos que levam as pessoas a decidirem economizar uma parte de sua renda mensal.
O comércio eletrônico e a China são duas coisas que crescem muito nos últimos anos. A China, por exemplo, tem se destacado no cenário econômico mundial, com um crescimento astronômico em seu PIB desde os anos 70.
Sonhar muitas vezes nos ajuda a tomar importantes decisões em nossas vidas. Mas para isso, é importante saber interpretar os nossos sonhos da maneira correta, saber o que ele realmente quis nos dizer.
Ter o dom de atrair e conquistar mulheres em qualquer ambiente com abordagens bem sucedidas. Esse é o sonho de muitos homens, mas vários tropeçam em inúmeros fatores, não sabendo como abordar.
O crescimento da renda média do brasileiro tem aumentado também o consumo de livros e o que é melhor para os investidores: há ainda um imenso público de não leitores para serem conquistados.
De olho nesse potencial e na onda de outros mercados que colocaram o Brasil no centro das atenções, chegaram também as grandes livrarias internacionais. Agora quem deseja comprar livros online não terá somente as opções tradicionais de Submarino/ Americanas, Livraria Saraiva /Siciliano e Livraria Cultura.
Na última semana chegaram ao Brasil dois gigantes do mercado editorial internacional: Amazon (que tinha entrada há muito esperada no país) e a Google Play, loja de aplicativos do Google, que passou a oferecer livros e filmes.
Outra notícia recente que demonstra como o Brasil se tornou chave nesse universo editorial é que desde outubro a Apple, dona do Ipad, vende e-books nacionais na iBookstore . Aproveitando sua posição de detentora do mais popular equipamento digital do mundo, que também possibilita leitura de livros, a Apple passou a vender títulos nacionais. Ainda comercializados em dólar, os livros podem ser lidos nos equipamentos da Apple e através do ITunes.
A Google Play, com acesso disponível também em Android, já loga o usuário automaticamente com suas contas Google. Além da biblioteca de livros com os sucessos recentes, a loja disponibiliza downloads gratuitos de obras de domínio público que já estavam no Google Books, como obras de Machado de Assim, por exemplo.
Ao adquirir um livro, o usuário é direcionado ao aplicativo de leitura do Google, o Play Livros, disponível para Android e também para aparelhos iOs (iPhone, iPad, etc), oferecendo uma grande portabilidade na hora da leitura. Esse aplicativo armazena os livros comprados ou baixados pelo usuário e ainda marca a página onde a leitura foi interrompida.
A plataforma de livros e filmes já está presente em dez países, mas o Brasil é o primeiro da América Latina a ter o serviço.
Já a Amazon, que há muito negocia a chegada oficial para o Brasil, disponibilizou títulos eletrônicos em português para venda em reais. Por enquanto, ainda não é possível comprar produtos originais da Amazon americana, nem livros físicos.
Depois de um rápido cadastro no site, já é possível fazer compras. O Kindle, e-reader da empresa, ainda não está disponível para compra, mas segundo a empresa, deve estar nas próximas semanas, a um “preço sugerido” de 299 reais. O site disponibiliza um e-mail cadastro para os interessados na compra do dispositivo eletrônico.
Mesmo sem o Kindle, no entanto, é possível baixar no site aplicativos grátis para computadores e celulares para fazer a leitura dos e-books da loja.
Uma das vantagens demonstradas durante a semana é que a Amazon parece ter livros mais baratos do que suas concorrentes.
O ponto negativo ficou para as transferências de contas. Muitos brasileiros já possuíam contas no site .com. Com a vinda da empresa para o Brasil, a transferência das contas é possível, com a respectiva transferência de livros e aplicativos já adquiridos, mas o restante será perdido. Assim, o usuário perde a visualização de periódicos, filmes, biblioteca de músicas e acesso ao Amazon Cloud Player. Dependendo das informações contidas, é melhor criar uma nova conta.
Outra novidade é a chegada do e-reader Kobo Touch, disponível a partir de parceria com a Livraria Cultura. É possível adquirir o aparelho nas lojas físicas a partir de 399 reais. Apesar de mais caro do que o prometido Kindle “brasileiro”, os e-books para Kobo estão no formato ePub, que funcionam em vários sistemas e o dispositivo é touch screen.
A chegada dessas novidades promete resultados positivos: queda dos preços e aumento da difusão do livro digital no país. E tudo parece indicar que 2013 será o ano das vendas digitais.
Este belo e irônico texto de Guiomar de Grammont nos faz refletir sobre as inúmeras possibilidades que a leitura nos agrega. Um autêntico manifesto ao prazer de ler. A todos nós, amantes da leitura, um delicioso texto:
Ler devia ser proibido
“A pensar fundo na questão, eu diria que ler devia ser proibido.
Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social. Não me deixam mentir os exemplos de Don Quixote e Madame Bovary. O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram meteu-se pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tomou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos.
Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram. Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação.
Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: o conhecer. Mas para que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais?
Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem, necessariamente, ser longos. Ler pode gerar a invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido.
Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há estrelas por trás das nuvens. Estrelas jamais percebidas. É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas.
Não, não dêem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, pode levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, pode estimular uma curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro.
Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verossimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade.
O mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas lêem por razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais etc. Observem as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea. Bastaria um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos incômodas. E esse o tapete mágico, o pó de pirlimpimpim, a máquina do tempo. Para o homem que lê, não há fronteiras, não há cortes, prisões tampouco. O que é mais subversivo do que a leitura?
É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns, jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metrôs, ou no silêncio da alcova… Ler deve ser coisa rara, não para qualquer um.
Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é para poucos.
Para obedecer não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da submissão. Para executar ordens, a palavra é inútil.
Além disso, a leitura promove a comunicação de dores, alegrias, tantos outros sentimentos… A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna coletivo o individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do Outro. Sim, a leitura devia ser proibida.
Ler pode tornar o homem perigosamente humano.”
Uma bela manifestação de como podemos e devemos recuperar nosso hábito de ler!